Signo: qualquer coisa que comunica algo. Na maioria dos casos, letras, palavras ou símbolos.Sintaxe: estuda a relação entre os signos.Semântica: estuda a relação entre o signo e o que ele representa.Pragmática: estuda a relação entre os signos e quem os interpreta.Figura de linguagem: recurso para intensificar ou atenuar algum elemento do discurso, ou ornamentar o texto.
Tropo ou figura de sentido: recurso que usa palavras fora do sentido literal, criando significados mais profundos.Metáfora: comparação implícita entre dois termos. Ex.: “Ele é um LEÃO”.Alegoria: uma metáfora estendida, existindo um sentido literal e outro figurado, com ambos semanticamente válidos. Ex.: “O capitão do barco estava perdido no mar” (O presidente da empresa não sabia que decisão tomar).Catacrese: alteração não-figurada do sentido de uma palavra. Ex.: “DENTE de alho”.Comparação ou símile: comparação explícita, usando uma palavra de comparação. Ex.: “Ele é COMO UM LEÃO”.Analogia: similar à comparação, mas busca-se explicitar a relação. Ex: “Ele é como um leão: feroz e sem medo”.Metonímia: substitui-se um termo por outro relacionado. Ex.: “A Coroa permitiu o evento” (troca do rei por um item que o representa).
Sinédoque (Synecdoche): substitui-se uma parte pelo todo ou vice-versa. Ex.: “Ela ficou sem teto” (troca da casa, todo, pela parte, teto).Perífrase: substitui-se um termo próprio por uma série de palavras. Ex.: “É hora de ir à luta” (Ir trabalhar);
Antonomásia: substitui-se o nome de algo por outro nome, adjetivo ou termo que o identifique. Ex.: “O Rei do Pop” (Michael Jackson)Prosopopeia ou personificação: utiliza-se seres ou conceitos inanimados como animados. Ex.: “O trovão rugia”.Eufemismo: atenuação de fatos ou ideias. Ex.: “Bateu as botas” (Morreu).Disfemismo: oposto do eufemismo, tratando fatos ou ideias de forma depreciativa ou sarcástica. Ex.: “Foi jogar no Vasco” (Morreu).Hipérbole ou auxese: exagero, intensificação de algo. Ex.: “Estou MORRENDO de saudades”.Lítote ou lítotes: junção de um eufemismo com uma ironia, esboçando uma ideia pela negação de seu contrário. Ex.: “Não é dos mais bonitos” (É feio).Ironia: deixa-se subentendido o oposto do que se é dito. Ex.: “Que linda essa bagunça que você fez!”.Sinestesia: sobreposição de sentidos humanos. Ex.: “Que som doce!”Hipálage: transferência de uma característica para um termo próximo. Ex.: “Meu pai me deu um olhar furioso” (O pai é quem está furioso, não o olhar).Apóstrofe: invocação, vocativo mais expressivo. Ex.: “Você não sabe, MEU FILHO, as consequências disto”.Antítese: aproximar ideias opostas, mas sem contradição. Ex.: “Estava entre a vida e a morte”.Oximoro (Oxymoron): relacionar ideias opostas em uma contradição, quase sempre metafórica. Ex.: “Silêncio ensurdecedor”.Pleonasmo: repetição de um termo, geralmente enfatizando o que está sendo expresso. Ex.: “Viver a vida”.
Gradação: utiliza sequências para intensificar ou suavizar uma ideia. Pode ser ascendente (intensifica) ou descendente (suaviza). Ex.: “Estava frio, muito frio, congelando”.Aliteração: repetição de sons de consoante, criando um efeito rítmico. Ex.: “Três praTos de Trigo para Três Tigres TrisTes”.Assonância repetição de sons de vogal, criando um efeito rítmico. Ex.: “BorboletiNHA, TÁ NA coziNHA, FAzendo chocolate, PARA A MAdriNHA.”.Paronomásia: uso de palavras com sonoridade e grafia semelhantes, mas com significados diferentes, para criar um jogo de palavras. Ex.: “Quem casa quer casa”.Onomatopeia: reprodução de sons por meio de fonemas. Ex.: “BUM!” (Explosão)Silepse: concordância gramatical ideológica. Pode ser de pessoa, gênero ou número. Ex.: “O brasileiro é forte. Eles trabalham duro”.Epizêuxis ou epizeuxe: repetição de uma palavra sem permeio. Ex.: “Jovem, jovem, não tente fazer isso”.Diácope: repetição de uma palavra ou frase, intercalando-se palavras entre elas. Ex.: “Tu, só tu, meu amor”.Anáfora: repetição de palavras no início de versos ou frases. Ex.: “Eu quero festa, eu quero samba”.Hipérbato ou anástrofe: alteração na ordem dos termos da frase. Ex.: “Uma escura e triste noite” (Uma noite escura e triste).Anacoluto: ruptura da estrutura da frase, onde um termo fica sem função sintática clara. Ex.: “Aquele homem, ele veio e me ofereceu dinheiro”.
Elipse: omissão de um termo subentendido. Ex.: “No quarto, apenas silêncio” (omissão de “havia”).
Zeugma: omissão de um termo já utilizado. Ex.: “Eu gosto de matemática; ela, de artes”.Quiasmo: disposição de elementos de forma cruzada. Ex.: “O espelho reflete sem falar, o homem fala sem refletir”, “Muito trabalho pra pouco descanso, pouco salário pra muito esforço”.Assíndeto: ausência de conjunções. Ex.: “Cheguei, deitei, dormi”.Polissíndeto: repetição de conjunções. Ex.: “E eu vou até a tenda, e compro um sanduíche de presunto, e como tudo, e compro um refresco, e tomo tudo.”